Cuidar com Afeto: ‘Programa Acolher’ da Cassems já enviou mais de 900 boletins para os familiares de beneficiários em 25 dias de atendimento

‘Programa Acolher’ conta com uma equipe de profissionais de saúde para orientar aos familiares de pacientes

A estrutura levantada no estacionamento do Hospital Cassems Campo Grande para atender familiares de pessoas internadas caminha para um mês de atendimento. Do dia 22 de julho à 17 de agosto, foram 951 boletins médicos enviados e 439 contatos telefônicos, com entes queridos de pacientes. O ambiente é composto por dois containeres, para que os profissionais da Caixa dos Servidores dialoguem sobre o quadro clínico, bem como oferecer auxílio psicológico para pessoas próximas dos beneficiários em internação. O local tem assistentes sociais e psicólogos à disposição, todos os dias da semana, das 7h às 17h.

Com o protocolo de “visita 0” para pacientes que ocupam leitos no Hospital Cassems, em decorrência do aumento expressivo de casos da Covid-19, a estrutura foi armada com o objetivo de proteger os beneficiários internados e seus familiares, evitando possíveis contaminações. 

Durante os primeiros 25 dias de atendimento, o “Programa Acolher” teve 118 atendimentos presenciais, 41 agendamentos de televisitas, 47 mediações para  orientação entre médico e família, 515 atendimentos telefônicos, 220 atendimentos da telepsicologia, entre outras intervenções, que reiteram a importância da humanização para o plano de saúde.

De acordo com a diretora de Assistência à Saúde da Cassems, Maria Auxiliadora Budib, todos os hospitais da Cassems do estado prezam pela humanização no atendimento. “Neste momento de pandemia, precisamos usar da empatia e união para levar o melhor atendimento aos nossos beneficiários. Com a necessidade de isolamento social dos pacientes internados na unidade hospitalar, torna-se mais difícil para os familiares terem notícias do quadro clínico daquele indivíduo. Então, instalamos dois containeres no estacionamento do hospital, com assistente social e psicólogas, para acolher essas pessoas”.

A assistente social Luana Leal, explica que, neste momento, o serviço social funciona como um mediador para acolher e assegurar o vínculo com o familiar. “Há pessoas com entes queridos internadas e, por conta da pandemia, não podem visitá-loS. Desta forma, um dos principais processos de intervenção é a escuta social qualificada. Para isso, o acolhimento é realizado de forma individualizada,  com cuidado, oferecendo um ambiente reservado e tranquilo”

A coordenadora de Psicologia da Cassems, Claudia Szukala, salienta que o “Programa Acolher” inclui, também, apoio psicológico aos familiares que necessitarem de suporte na internação de um ente querido. “Esse cuidado com as famílias é importante, pois elas também ficam fragilizadas, percebemos que aumentam os níveis de ansiedade, irritabilidade, medo e insegurança. A Psicologia está junto para acolher esses sentimentos e sensações e tornar esse momento de tensão menos difícil”.

Os familiares de pacientes que quiserem entrar em contato com a Assistência Social podem ligar para o número 3323-0480. Ainda, os que quiserem entrar em contato com a Psicologia, devem ligar para 3323-0481.

Sarah Santos
Ascom Cassems

10 séries documentais para assistir durante o período de isolamento social

A pandemia da Covid-19 trouxe a recomendação para o isolamento social, em que as famílias devem permanecer em suas casas e sair somente para o que for necessário. Com a orientação, é necessário buscar novas alternativas de atividades e, hoje, com os serviços de streamings, não faltam opções de entretenimento.

Além de produções audiovisuais para fazer divertir e emocionar, há conteúdos informativos em formato de série que podem servir de aprendizado e inspiração. Para isso, a Cassems criou uma lista de seriados documentais.

72 animais perigosos
A série, dirigida por Bob Brisbane, se dedica em mostrar espécies de animais selvagens, peçonhentos e com presas fortes da América Latina. Com destaque para a fotografia e presença de especialistas da biologia, a produção é uma boa pedida para aqueles que se interessam em saber mais sobre os mistérios da natureza.

O universo
Do History Chanel, dirigido por Erik Thompson, a série mistura animações com ideias e teorias sobre fenômenos da astronomia, depoimentos de profissionais da área e estudos de diversas maravilhas celestiais.

História: direto ao assunto
A série documental explica, em vídeos curtos, histórias sobre o avanço da ciência, movimentos sociais e descobertas que mudaram o mundo. Com infográficos, imagens de arquivos e uma narração fácil de entender, os episódios fazem a história ser um pouco mais divertida.

Anne Frank: vidas paralelas
A obra, dirigida por Sabina Fedeli e Anna Migotto, aborda a tragédia do holocausto com base no diário de Anne Frank que foi e é, até hoje, uma grande porta voz do momento triste que foi a Segunda Guerra Mundial e se tornou um exemplo de coragem e força para diversas pessoas. Também, o documentário entrelaça as histórias de cinco outras sobreviventes do regime nazista.

O código Bill Gates
Com a direção de Davis Guggenheim, a série de entrevistas e imagens de arquivos com Bill Gates e Melinda Gates conta sobre a criação da Microsoft, os percalços vividos pelo casal frente a vida pessoal e profissional e a filantropia da Fundação Bill e Melinda Gates.

Natureza discreta
Dirigida por Mike Coulter, a série fala sobre animais de pequeno porte, em ecossistemas diferentes, alguns pouco conhecidos, que lutam para sobreviver e escapar de seus predadores.

Street food: América Latina
Dos mesmos criadores de “Chef’s Table”, a série documental visita seis cidades para mostrar a sua gastronomia, com sabores e cheiros característicos, em Oaxaca, localizada no México, Buenos Aires, Salvador, La Paz, Bogotá e Lima.

Curta essa, com Zac Efron
A série tem um formato parecido com os clássicos programas de viagem do Discovery Channel. No seriado, o ator Zac Efron viaja para descobrir coisas novas sobre o mundo, como o fato de que é possível assar um pão na areia de uma região vulcânica da Islândia ou ter acesso gratuito à água gaseificada em Paris.

Bebês em foco
Com a produção de Jane Root, a série aborda o primeiro ano de vida de um bebê, que é repleto de conquistas e descobertas. A questão é explorada por meio da rotina de um grupo de 15 bebês filmados durante um ano e as informações dadas por 36 especialistas em primeira infância.

Esportes do mundo
Essa série documental fala sobre as mais perigosas e inusitadas práticas esportivas ao redor do mundo, com uma contextualização sobre as comunidades e culturas das quais elas fazem parte.

Sarah Santos
Ascom Cassems

Dia da Gestante: Enfermeira obstetra dá dicas de como vivenciar esse momento

Durante o período de pandemia, gestantes precisam ter atenção redobrada para a saúde

Neste sábado (15), comemora-se o Dia da Gestante. Em período de pandemia, algumas práticas precisaram ser adaptadas e, para as gestantes, não foi diferente. Em março deste ano, elas foram categorizadas como grupo de risco para a Covid-19. Com isso, os cuidados em saúde devem ser redobrados e, as normas orientadas por autoridades e órgãos de saúde, seguidas irrestritamente. Ainda assim, é necessário planejamento para receber o bebê.
Na Caixa de Assistência do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), as ações de prevenção e cuidados com a saúde das gestantes não pararam. O programa de prevenção “Casal Grávido”, de cursos sobre orientações para a gestante e o bebê segue acontecendo, em formato virtual. Ainda, também on-line, no mês de agosto foi realizado um encontro entre gestantes, lactantes e profissionais da saúde para dialogar sobre a amamentação.
A enfermeira obstetra Paula Serafim, que atua na Cassems, salienta que a gestante deve se resguardar durante esse período. “É importante manter-se longe de aglomerações ou situações de possível contaminação. Também, não se deve compartilhar utensílios e objetos pessoais. Algo muito comum em Mato Grosso do Sul e que, neste momento, não podemos fazer, é beber juntos o tereré, por exemplo”.
Ainda, Paula aborda a importância da rede de apoio para ajudar a futura mamãe.
“Eles devem dar suporte à essa nova configuração familiar, deixar com que o casal se familiarize e crie intimidade com o bebê, reconhecer os sinais mais sublimes da criança, seus tempos de reação, padrões de sono, saciedade, frio, calor, entre outras coisas que são simples, mas dão segurança os pais. Então, as pessoas ao redor devem auxiliar nas demais ações, como fazer refeições para a mãe, receber visitas e ajudar em rotinas domésticas, favorecendo aos pais o tempo integral de cuidado e atenção”.
Para conduzir a gestação com tranquilidade, a enfermeira obstetra deixa algumas dicas para os pais. “Buscar informação confiável, trocar ideias com outras pessoas e profissionais, participar de cursos, palestras e eventos na área e buscar flexibilidade em seus conceitos e expectativas do parto e nascimento, se permitindo viver o momento de cada mês gestacional. Então, após a chegada do bebê, lidar com uma situação de cada vez”.

Sarah Santos
Ascom Cassems

Dia do Cardiologista: mais do que tratar doenças, a Cardiologia faz a prevenção em saúde

O profissional cardiologista é responsável por prevenir e tratar patologias cardíacas

Nesta sexta-feira, 14 de agosto, é comemorado o “Dia do Cardiologista”. A data foi estipulada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 2007, como forma de valorizar a especialidade junto à sociedade civil e, também, lembrar das recomendações dos profissionais sobre a importância de manter hábitos de vida saudáveis para o coração e para saúde, como um todo.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, quase 30% dos óbitos registrados no Brasil são em decorrência de doenças cardiovasculares, como a hipertensão, que atinge mais de 30 milhões de brasileiros. Parte dessas doenças não tem cura. Contudo, podem ser tratadas ou, até mesmo, evitadas. O médico cardiologista é preparado para determinar quais os melhores métodos para cada paciente.

A médica cardiologista Rita de Cássia Amaral Pinheiro, que atua na Cassems, explica que o principal desafio da cardiologia é a redução de óbitos por doenças cardiovasculares, que têm sido a principal causa de mortalidade no Brasil e no mundo. “Atualmente, durante a pandemia da Covid-19, o número de óbitos em domicílio por doenças cardiovasculares aumentou 30%, principalmente pelo receio dos pacientes de procurarem as unidades de saúde”. 

Rita de Cássia explica que, mesmo com o cenário de pandemia, é necessário buscar assistência à saúde para tratar as patologias do coração, principalmente em casos emergenciais. “Apesar de os cardiopatas pertencerem ao grupo de risco para a infecção, estes não podem subestimar sintomas como dor no peito, desmaio, falta de ar e devem, sempre, procurar atendimento médico, seja ele ambulatorial ou hospitalar”.

De acordo com a cardiologista, não existe um consenso sobre idade limite para buscar um cardiologista e fazer acompanhamento médico. “O paciente deve procurar o mais precoce possível, principalmente se apresentar alguma comorbidade, histórico familiar de doenças do coração e sintomas relacionados a parte cardíaca como dor no peito, falta de ar e palpitações”.

Uma das principais patologias que dizem respeito à especialidade da Cardiologia é a hipertensão arterial. Para Rita de Cássia, existe possibilidade de tratamento, ao fazer a prevenção em saúde. “As orientações gerais para pacientes hipertensos são a adesão ao tratamento medicamentoso, evitar o abuso de álcool, reduzir a ingesta de sal, controlar a obesidade, priorizar uma alimentação saudável e praticar atividade física regularmente, sempre com orientação de um profissional capacitado”. 

O sobrepeso, sedentarismo e tabagismo também aumentam o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, conforme aponta a cardiologista. “O Brasil ocupa o 4° lugar entre os países com maior prevalência de sobrepeso e obesidade. A perda de peso, assim como a prática de atividades físicas ajudam a  regular os níveis de pressão arterial, colesterol e glicose. Em relação ao tabagismo, existem tratamentos seguros antitabaco, os quais devem ser encorajados durante a avaliação médica”. 

Rita de Cássia salienta que a prevenção é fundamental para preservar uma boa saúde do coração. “É preciso prevenir os fatores de risco, como obesidade, sedentarismo, hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e dislipidemia. Assim, reduz a chance de eventos cardiovasculares futuros, como infarto do miocárdio, insuficiência cardíaca, acidente vascular encefálico, entre outros”.

Sarah Santos
Ascom Cassems

Como prevenir a transmissão da Covid-19 no ambiente de trabalho

O local de trabalho pode ser um ambiente de fácil transmissão de doenças respiratórias, como o novo coronavírus. Com o contato diário e constante entre pessoas e o compartilhamento de documentos, equipamentos e materiais, é possível que o vírus se espalhe facilmente. Neste momento de pandemia, algumas medidas de prevenção a possíveis contaminações podem ajudar.
A médica infectologista Márcia Dal Fabbro explica que, o primeiro cuidado, ao chegar no local de trabalho, deve ser em relação ao registro de ponto. “Aquele é um ambiente em que as pessoas batem o dedo ao entrar na empresa. Então, logo após colocar a sua digital, é preciso passar álcool 70% nas mãos. Antes de começar a trabalhar, lavar bem e limpar a mesa mais de uma vez ao dia”.
Além da mesa, a infectologista explica que também é interessante higienizar os materiais de maior contato do trabalhador, como o mouse e teclado do computador, por exemplo. “Para objetos, o álcool 70%, em gel ou líquido, é suficiente para promover a desinfecção”.
Outro ambiente de fácil proliferação de bactérias, conforme apontado por Márcia, e para o qual se deve ter cuidado, é o banheiro. “É preciso ter todos os cuidados de higiene e em manipular alguns ítens, como a descarga, em que todos colocam as mãos. Também, o trinco da porta. É preciso lavar bem as mãos todas as vezes”.
Ainda, a infectologista recomenda para a precaução com os objetos de uso pessoal do funcionário. “Xícaras, copos e toalhas devem ser de uso particular. Ou, no caso, optar pelos descartáveis. Assim, evitamos a proliferação do vírus”.
Para funcionários que se alimentam no trabalho, a cautela neste momento deve ser redobrada, segundo a médica infectologista. “Nos refeitórios, deve-se evitar tossir ou falar próximo aos alimentos, no momento de se servir. Ao conversar, é possível que o indivíduo solte gotículas e contamine o alimento”.
Por último, Márcia salienta para que funcionários com qualquer manifestação suspeita no organismo, não frequentem o ambiente laboral. “O colaborador que manifestar qualquer sintoma que possa remeter à Covid-19 deve permanecer em casa, para não possibilitar a contaminação dos colegas de trabalho”.

Sarah Santos
Ascom Cassems

Com a pandemia do novo coronavírus, relatos de depressão dos brasileiros aumentam

Pesquisa de universidade aponta o aumento expressivo de quadros depressivos nos últimos meses

A pandemia da Covid-19, decretada em março deste ano, trouxe mudanças para a vida de muitas pessoas. A orientação para o isolamento social, todas as novas regras em prevenção à saúde e o afastamento entre as pessoas trouxeram um “novo normal”, em uma maneira diferente de se viver, acarretando consequências, também, para a saúde mental. 

Segundo pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), em um estudo via questionário on-line durante os dias 20 de março e 20 de abril, que contou com a resposta de 1.460 pessoas de 23 estados, os relatos de sintomas de transtornos da mente estão aumentando em escala preocupante durante os últimos meses. As ocorrências de sintomas de depressão dobraram.

O psiquiatra Leonardo Fabrício Gomes Soares explica que a depressão já é uma patologia prevalente no mundo inteiro. “A doença é marcada por uma tristeza, rebaixamento de humor, sensação de falta de energia, falta de prazer em atividades que antes lhe eram interessantes. O paciente, geralmente, descreve que gostava muito de determinada atividade e hoje não tem mais prazer em fazê-la”.

De acordo com o psiquiatra, o quadro depressivo também pode ser acompanhado por algumas alterações do organismo. “O sono e o apetite podem ser alterados, tanto para mais, quanto para menos. É muito comum que a pessoa deprimida não durma, ou passe a ter excesso de sono. Que coma muito, ou, também, passe a comer menos”. 

Outro sintoma que pode ocorrer e, conforme explica Fabrício, é preciso ter atenção redobrada para isso, são as ideações suicidas. “Talvez, esse seja o sintoma de maior gravidade, que são os pensamentos relacionados à morte. Os estudos mostram que um dos maiores fatores de risco para o suicídio é possuir um transtorno mental e dentre eles, a depressão tem grande destaque”. 

Para o psiquiatra, a primeira maneira de agir, pensando na prevenção, é conversar sobre o assunto e trazer o conhecimento sobre os transtornos mentais para perto da sociedade. “À partir do momento em que os pacientes enxergam que essas patologias não são algo absurdo e tão distante da realidade, eles começam a  aceitar de forma mais natural, que possam estar passando por um momento desses”. 

Sarah Santos
Ascom Cassems