Higienizar alimentos e embalagens corretamente é essencial para conter a contaminação de Covid-19

Com essa nova realidade mundial, incorporar novos hábitos na rotina diária é importante para a prevenção da saúde

Os cuidados com a alimentação saudável tornaram-se mais fundamentais ainda, devido à pandemia, com a necessidade de dar mais atenção para a imunidade. Neste momento, é necessário, também, ter cautela com a higienização dos alimentos e embalagens, e manter medidas de segurança nas idas ao mercado. A coordenadora em Nutrição da Cassems, Eliana Nogueira, deixa dicas para a limpeza correta.
Eliana salienta que, com a presença de um vírus altamente infeccioso, os cuidados devem ser redobrados. “O vírus é transmitido tanto por contato humano como por superfícies contaminadas. Para evitar o contágio, é necessário higienizar alimentos e outros produtos. É possível fazer isso de maneira simples e com ingredientes acessíveis”.
Os hábitos em higiene já iniciam na escolha do alimento, de acordo com a nutricionista. “Na hora de escolher e consumir um alimento, não é só o valor nutritivo que conta. É muito importante observar as condições de higiene em que ele se encontra”.
Confiram as dicas de Eliana para as boas práticas em salubridade na alimentação:

  • Não fale, tussa ou espirre em cima dos alimentos.
  • Faça a quantia certa de comida, para evitar sobras. Quando a comida esfria em temperatura ambiente, os microrganismos se proliferam e o alimento pode estragar.
  • Toque nos alimentos sempre com as mãos limpas, apenas no momento de cozinhá-los ou de lavá-los.
  • Beba somente água filtrada ou fervida.
  • Sempre verifique o prazo de validade dos alimentos, antes de consumi-los.
  • Faça a comida perto do horário de servi-la, sempre que possível.
  • Cozinhe bem os alimentos. Carnes, aves e peixes devem ser cozidos em temperatura superior a 70 graus, para eliminar a maior parte das contaminações. Os alimentos que estiverem congelados devem ser muito bem descongelados antes de serem preparados e cozidos.
  • Lave muito bem verduras, legumes e frutas, usando sabão, gotas de água sanitária ou vinagre e água corrente, se possível filtrada ou fervida.
  • Evite consumir alimentos com aparência, textura ou cheiro estranhos.
  • Conserve os alimentos em local apropriado.

Sarah Santos
Ascom Cassems

Profissional de Educação Física fala sobre os cuidados necessários ao fazer exercícios em casa

Exercitar-se de maneira correta contribui para a saúde e afasta os riscos de lesões

Com a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o isolamento social, em decorrência da pandemia de Covid-19, muitas pessoas tiveram de adaptar as suas atividades para desenvolvê-las em casa. Dentre elas, a rotina de atividade física. No entanto, ao praticar exercícios sem a supervisão dos profissionais das academias e centros de saúde, é preciso ter cautela para não cometer erros. O coordenador de Educação Física da Cassems, Nakal Laurenço, fala sobre o assunto.
Na Internet, é possível encontrar diversos treinos prontos para realizar em casa. No entanto, essa não é a melhor alternativa para a prática correta de exercícios pois, para iniciar uma rotina, é necessário consultar um especialista da área, que faça recomendações personalizadas para cada caso. De acordo com Nakal, cada indivíduo apresenta respostas diferentes quando sofrem o mesmo estímulo. “Mesmo que desenvolvido em casa, é recomendado que os programas de treinos sejam receitados por profissionais da Educação Física. Desta forma, a pessoa terá maior desenvolvimento e menos riscos de acidentes”.
O coordenador salienta a importância, também, de uma boa alimentação e hidratação para a prática de exercícios. “É fundamental manter-se bem alimentado e hidratado para realizar a rotina de atividades físicas. Se possível, realizar acompanhamento nutricional e, antes do treino, ingerir alimentos de absorção rápida para a produção de energia”.
Na expectativa de obter grandes mudanças em um curto espaço de tempo, algumas pessoas exageram no volume e na intensidade dos exercícios. O excesso pode gerar lesões e até mesmo prejudicar o desenvolvimento do corpo durante a prática. Nakal explica que a orientação de profissionais é ideal para evitar riscos para a própria saúde. “Devemos conhecer os limites do nosso corpo e não exagerar nos treinos. A rotina de práticas deve evoluir gradativamente, respeitando o biotipo e patologias de cada um. Devemos ficar atentos, nem sempre um exercício é aconselhável a se fazer”.

Sarah Santos
Ascom Cassems

Dia da Imprensa: jornalistas falam sobre suas realidades de trabalho durante a pandemia do Covid-19

Durante a crise sanitária de uma nova doença, a demanda de trabalho dos profissionais da imprensa é redobrado

No dia 01 de junho, é comemorado  o “Dia da Imprensa”. Embora não seja considerado um trabalho essencial, a rotina dos profissionais da imprensa teve de se adaptar com a chegada da pandemia do Covid-19. Com dias cheios, conversando com as suas fontes sobre uma doença que mata milhares de pessoas diariamente, ouvindo histórias felizes e tristes, lendo noticiários, analisando e cruzando dados, eles informam a população sobre a evolução da patologia e as medidas de prevenção necessárias. Além disso, esses profissionais atuam no combate das notícias falsas sobre a doença, prezando sempre pela ética e transparência.

Para homenagear os profissionais que dedicam-se todos os dias na disseminação de notícias e na cobertura da rotina dos profissionais de saúde que estão na linha de frente desta batalha, a Cassems mostra a perspectiva deles sobre o atual momento pelo qual o mundo passa.

A pandemia tirou o ‘olho no olho’

Para a jornalista Paula Maciulevicius, a pandemia tirou uma ferramenta fundamental para o desenvolvimento da pauta jornalística: o olho no olho. “O coronavírus nos deixou distantes de personagens e, ao mesmo tempo, a um clique de qualquer resposta. De repente, entraram em pauta depoimentos de pessoas que moram longe, onde a doença chegou primeiro, como também especialistas que ensinam desde lavar as mãos até desinfetar as roupas”.

Ela explica, também, que a pauta e a maneira de conduzir mudaram. “As redações trabalham em escala que antes eram só vistas em feriados, por exemplo. Hoje, tem uma equipe menor na rua, e muita gente em home office. Desde o final de março, minha casa virou redação. É do meu celular que trabalho, do escritório de casa que encontro pautas, entrevisto pessoas”.

De acordo com a jornalista, o principal desafio é ter controle da demanda que aumentou. “Precisamos dar conta do recado. Dar conta do que acontece na cidade, de ser presente sem necessariamente estar presente e em contar histórias reforçando, todos os dias, que as pessoas devem ficar em casa”.

Mãe de duas crianças, Paula salienta que tem medo do contágio da doença. “Sinto mais medo ainda pelos meus colegas que estão diretamente na linha de frente. Daqui de casa me sinto mais segura, só que é um privilégio que nem todo mundo tem. Meu receio é que o novo normal nunca chegue e meu medo é de que o coronavírus tome cada vez mais as manchetes dos jornais. O que a gente mais quer noticiar é o fim da pandemia”.

Combate às Fake News

A jornalista de televisão Elza Recaldes enfrenta, todos os dias, o desafio de entrevistar pessoas e gravar passagens pessoalmente. Para ela, houveram muitas adaptações na rotina de trabalho. “A TVE Cultura, em que eu trabalho, diferente de outros canais, sempre preparou pautas de variedades. No entanto, neste momento, sentimos que tínhamos que criar uma abordagem diferenciada”.

De acordo com a jornalista, a primeira preocupação da equipe foi com a propagação das “Fake News” sobre o Covid-19. “Antes, tínhamos o nosso programa com o jornalismo diário e, à partir de então, a gente sentiu a necessidade e o dever de informar a população de uma forma eficaz com informações de qualidade”.

Elza salienta que, maior que o medo da contaminação, era a sua vontade de informar a população. “Queremos levar notícias precisas e coesas para esclarecer dúvidas das pessoas, pois a rotina de todos mudou drasticamente. Com o coronavírus, os cidadãos evitam circular nas ruas para resolver as suas demandas nos órgãos e departamentos, então, criaram-se muitas demandas”.

 A segurança da equipe tornou-se prioridade, como apontado pela jornalista. “Inicialmente, criou-se um pânico, mas tínhamos essa obrigação de informar a população. Então, com as medidas de segurança, conseguimos trabalhar de maneira mais cuidadosa. Muitas coisas mudaram, como a postura, a abordagem das fontes e a entrada em alguns locais. Recebemos muitos depoimentos via celular e o uso das tecnologias ajuda neste processo”.

Elza destaca, ainda, a projeção positiva que o jornalismo sul-mato-grossense recebeu na cobertura da pandemia, já que o estado foi o de menor contágio da doença no país, que tornou-se epicentro do coronavírus. “O estado foi reconhecido nacionalmente em relação à algumas políticas adotadas durante a pandemia, e as equipes de jornalismo levaram as informações mais atuais, para que o Brasil conseguisse acompanhar de perto”.

Informações salvam vidas

De acordo com Marcelo Varela, jornalista de rádio, a pandemia trouxe novos desafios. “Sempre que há eventos que fogem da normalidade, torna-se passível de notícia. Falamos sobre uso de máscaras, higienização com álcool em gel, medidas de segurança, retorno ao trabalho e muitos outros assuntos”. 

O jornalista reitera que as informações são sempre direcionadas para a conscientização e prestação de serviços para a população. “O principal desafio é saber lidar com tantas informações e deixá-las objetivas e compreensivas para as pessoas. A preocupação sempre existe, principalmente por ter que retratar e redigir sobre uma ameaça em que podemos ser, também, vítimas”. 

Para Varela, o medo existe, mas o compromisso com o público em entregar notícias de qualidade é maior ainda neste período pelo qual o mundo passa. “A coragem para enfrentar a pandemia e trazer informações que podem salvar a vida das pessoas supera o sentimento de insegurança”.

Trabalhar em casa

Mariane Chianezi, jornalista de Site, ressalta a dificuldade em apurar as pautas de casa, já que para a produção de matérias são necessários áudios, imagens e vídeos dos acontecimentos. “O principal desafio é não ir para a rua. Devido a pandemia, estamos submetidos ao home office e ir para rua se tornou inviável no momento. O contato com a fonte tem sido apenas por telefone e não é a mesma coisa que conversar pessoalmente”.

A jornalista afirma, ainda, que a sua preocupação é com os próximos meses, em relação à curva de contágio da pandemia.  “A minha preocupação é como o cenário da pandemia ficará nos próximos meses, porque se a curva não achatar, poderemos permanecer sem ir para a redação”.

Sarah Santos
Ascom Cassems

Dia da Imprensa: servidora do estado e filha criam juntas portal de informações durante a pandemia

Mãe e filha vivenciam a experiência da disseminação de informações de saúde e variedades

No dia 01 de junho é comemorado o “Dia da Imprensa” no Brasil, por ser a data da primeira circulação do jornal Correio Braziliense. Atualmente, a imprensa é uma importante ferramenta da sociedade moderna e, por isso, preservar a liberdade de expressão é um dever de todas as democracias. Durante o período de pandemia, pelo qual passa o mundo, a disseminação de informações torna-se ainda mais importante, para ajudar a população a ter conhecimento sobre os quadros de evolução do vírus e medidas de cuidado necessárias. Em Campo Grande, uma profissional da imprensa que é servidora do estado, e beneficiária da Cassems, sabe disso e incluiu a sua filha na jornada.
Viviane Santos atua como jornalista no Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) e é mãe de Isabelle Santos, de 11 anos. Durante a quarentena, incentivada pela mãe, a pequena teve a ideia de criar um portal on-line com informações de prevenção em saúde e variedades, em vídeo e texto, o “Quarentena News”. De acordo com Viviane, a sua filha sempre mostrou interesse e teve vocação para a comunicação. “Ela sempre gostou de produzir fotos e vídeos, também, é muito criativa e me acompanha desde sempre”.
A ideia de criar um blog surgiu durante o início da pandemia, quando mãe e filha sentiam-se cansadas de assistir algumas notícias na televisão. “Eu estava em home-office e ela estudando em casa. Passávamos muito tempo dividindo a mesa da cozinha, eu em meu notebook e ela no dela. Um dia, começamos a brincar de apresentar um telejornal. Criamos um cenário improvisado e usamos a TV da sala para passar as falas que ela teria que fazer. Escrevemos um roteiro e ela gostou muito da brincadeira”.
Inicialmente, os vídeos eram publicados na rede social da mãe, até um amigo ver potencial na brincadeira de Isabelle e ajudar na construção do site e compra de um domínio. “Eu fui ensinando a produzir fotos, vídeos e textos, nós editamos os materiais de um jeito muito caseiro”.
Para Isabelle, a criação do portal foi uma maneira de passar o tempo e se divertir durante o período de recomendação para isolamento social. “No começo da pandemia, fiquei assustada ao ver muitas pessoas morrendo.É ruim ficar assistindo essas coisas o tempo todo. Então, eu criei esse site para poder partilhar com todos as atividades que tenho feito em casa para espantar o tédio. Estou escrevendo com a ajuda da minha mãe e quero contar para todo mundo nossas descobertas em família”.
Conforme a mãe explica, o jornalismo é sua paixão desde a infância, quando escrevia no jornal da escola. Para Isabelle, é apenas uma brincadeira, mas ambas ficam felizes de compartilhar uma vocação. “Belle não fala em ser jornalista. Ela diz que está só se divertindo e que ainda tem muito tempo para escolher uma profissão, mas confessa que pensa muito em medicina ou veterinária”.

Sarah Santos
Ascom Cassems